O dia só havia começado e ainda tinha muito pela
frente. E não era só uma história de um lobo que me iria fazer perder o dia.
Como Merrick disse tudo já estava certo e não haveria com que se preocupar.
Estava sentada no jardim olhando as flores. Lidia e
Connor permaneciam na biblioteca. Mamãe dava as ordens para o almoço e papai
estava com Merrick na lareira. Como eu poderia conversar com ele se em nenhum
momento o deixavam a sós. Teria que esperar ele vir até mim. Mas quando. Quanto
eu teria que esperar. Estava imersa em pensamentos e nem prestava atenção em
minha volta.
- O dia está
lindo não é.
Voltei rapidamente de meus pensamentos. Ele se
sentará ao meu lado. Merrick me olhava com um lindo sorriso no rosto.
- Sim, realmente o dia está lindo, gosto de sentar
no jardim em dias de sol e admirar as flores. Adoro rosas. E o Sr, Sr. Frattin
do que gosta?
Sentia sua mão acariciar a minha a minha sobre o
banco, me subiu um arrepio por todo o corpo.
- Gosto que
que digas o meu nome sem tanta formalidade. – Ele segurou minhas mãos e as pós
sobre seu peito. – Amo ver seus lábios pronunciando meu nome. Principalmente
enquanto dorme.
Seus olhos brilhavam olhando-me.
- Como disse Sr. frat...
-shiiii! – fez ele colocando seu deu indicador em
meus lábios para me repreender. – Merrick, por favor.
Nervosa tirei sua mão de perto do meu rosto e disse
rispidamente.
- Isto não vem ao caso Sr. Fra... Droga! Porque você
disse que gosta de me ver pronunciando seu nome enquanto durmo?
Ele deu um sorriso cínico.
- eu disse isso?
-claro que disse, eu não estou surda e nem maluca.
-Claro, que não está maluca. Seria indelicado de
minha parte dizer isto.
Levantei-me já furiosa com seu descaso e deboche. E
praticamente cuspi as palavras eu sua cara.
- Vá direto ao ponto Sr. Frattin, Merrick, ou seja,
lá como quer que o chame. O senhor surge do nada em nossas vidas, desaparece e
volta me procurando à noite e agora insinua que entrou em meu quarto a noite e
que escuta eu chamar por seu nome em meus sonhos. Tudo bem que durante esse
tempo senti sua falta, mas...
Merrick me puxou pelo braço e pós suas mãos em volta
da minha cintura e beijou-me. Calorosamente. Delicadamente e apaixonante. Fui
aos céus e voltei a terra em menos de um segundo. Meu primeiro beijo. Nosso
primeiro beijo. Permaneci de olhos fechados para retomar o folego, respirei
fundo e abri meus olhos para olhar nos seus.
Mas ele já não estava mais lá. Olhei para todos os
lados por sua procura. Só restara uma rosa em minha mão, uma rosa branca, a
minha favorita. Sentei-me novamente no banco para pensar, estava tonta, tudo
fora rápido demais. Fiquei ali sozinha.
Sozinha e sem entender mais nada.